Como a robótica ajuda na criatividade das crianças?

By Hey Peppers!
In abril 20, 2017
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Quando pensamos em robótica, geralmente nos vêm à cabeça imagens de cientistas em jalecos brancos, calculando equações complexas e manipulando programas em computadores ultramodernos.

Um universo, portanto, que parece estar muito distante do cotidiano do mundo infantil, não é mesmo?

Entretanto, fique sabendo que a ciência encarregada de planejar robôs está presente em vários âmbitos da nossa vida: na construção de casas, de estradas, na fabricação de automóveis, de aviões e nas nossas diversas redes de relacionamento.

Por isso, ela é um elemento essencial da vida moderna e, não por acaso, em vários países do mundo, vem sendo associada à educação infantil.

Afinal, a robótica ajuda na criatividade das crianças, estimulando a criação de novas ideias e preparando-as para encontrar soluções dinâmicas aos problemas enfrentados no dia a dia.

Quer saber como? Pois, neste post, vamos discutir alguns dos estímulos propiciados pelo ensino da robótica e como eles podem ajudar no desenvolvimento cerebral dos nossos pequenos! Acompanhe agora!

Busca pela experimentação

Quando as crianças são estimuladas em sala de aula a desmontar e montar dispositivos eletrônicos, por exemplo, elas começam a perceber que aqueles aparelhos não funcionam do nada ou por um passe de mágica.

Ao contrário, somente uma série de processos interligados e dependentes entre si é que permite o correto funcionamento de relógios, computadores, tablets etc.

Aprendendo isso desde cedo, os alunos da educação infantil começam a pensar de forma processual, entendo a importância da disciplina e da técnica.

Além disso, mais adiante, eles poderão propor recursos mais rápidos ou métodos mais eficientes nas distintas etapas de construção, o que os incentiva na busca constante pela experimentação também de soluções de outros problemas que enfrentam no cotidiano.

Incentivo ao raciocínio lógico

Um dos pontos básicos no ensino da robótica é o aprendizado da linguagem de programação. Incitada nas fases iniciais de formação do nosso cérebro, essa dinâmica ajuda a estruturar o pensamento de forma lógica e criativa.

Isso porque, ao serem desafiadas a buscar formas de fazer o computador responder a ações designadas por códigos específicos, as crianças se veem impelidas a desenvolver um raciocínio analítico, crítico e lógico.

Esse processo ajuda ainda no desenvolvimento de competências tecnológicas, já que, para que uma sequência de código seja desenvolvida de forma correta, é necessário pensar em formas para tornar a comunicação eficiente, respeitando certos padrões lógicos.

Melhoria no aprendizado da matemática

O contato com os números, de uma maneira geral, se dá de maneira tardia em nosso processo de aprendizagem e tende a ocorrer de uma forma muito esquemática e artificial.

Entretanto, é cada vez mais importante estimular a familiaridade das crianças com as contas e os padrões numéricos desde cedo, na medida em que isso também estimula o raciocínio lógico. Nesse ponto, a robótica pode assumir um papel fundamental.

Isso porque, ao associar os números a realizações efetivas do dia a dia, ela contribui para gerar uma maior organicidade dos conteúdos matemáticos. Assim, os alunos podem refletir teoricamente e, ao mesmo tempo, aplicar aquele conhecimento de forma prática, o que torna a fixação de conteúdos muito mais fácil e natural.

Auxílio de conteúdos humanísticos e de inglês

Enganam-se os que pensam que a robótica é assunto somente para as ciências exatas. Ao contrário, o estímulo ao pensamento lógico contribui, por exemplo, para uma maior organização das ideias e planificação do texto, o que auxilia muito para uma escrita fluida e coerente.

Além disso, ao serem incentivadas a criar formas robóticas, as crianças também são estimuladas a pensar em aspectos da biologia, das artes e da história. Antes de começar a construir, o estudante deve pensar em por que fabricá-lo, como ele vai interagir com os humanos, que tipo de emoções ele despertará.

Assim, se o aluno quiser construir, por exemplo, um robô guerreiro medieval, o professor pode propor que ele estude aspectos sobre a Idade Média e que pesquise sobre vestimentas, armas, hábitos de consumo etc.

Ademais, para programar os movimentos do robô, ele tem de intuir sobre o funcionamento das partes do corpo, como atuam as articulações, que ferramentas interligadas permitem que ele se mexa e de que forma.

Da mesma forma, o contato com as palavras em inglês já estimula a um pensamento sobre essa língua, incorporada de forma prática ao cotidiano do aluno.

Criação de redes de sociabilidade

Uma das grandes vantagens na aplicação da robótica em sala de aula é o fato de que a ciência só se alarga a partir de discussões e na busca de soluções conjuntas.

Assim, seu aprendizado fomenta o debate entre os alunos, o que contribui no desenvolvimento das aptidões afetivas, da socialização e das capacidades comunicacionais.

Se bem estimuladas, essas competências podem ir muito além do ambiente escolar. Atualmente, há, por exemplo, a comunidade de aprendizagem criativa Scratch, que funciona como uma grande rede de colaboração entre jovens do mundo todo.

A plataforma traz ferramentas que permitem a produção de jogos, de histórias animadas, ambientes interativos e muito mais. Ela pode, portanto, ser aplicada a diferentes disciplinas, propondo um conhecimento muito mais dinâmico e inclusivo.

Um incremento à criatividade

A robótica pode auxiliar ainda no desenvolvimento de uma aprendizagem transdisciplinar no ambiente escolar. Imagine só se o professor de matemática dialoga com o de física ou geografia e, com a ajuda dos alunos, propõe a criação de um jogo sobre a formação das placas tectônicas.

Essa ludicidade tornaria o conteúdo muito mais atraente, e as crianças poderiam entender temas complexos de forma criativa e quase espontânea. A educação, nesse sentido, se trataria menos de decorar fórmulas e datas e mais de pensar de forma estruturada, processual e multidisciplinar.

Além disso, a criatividade pulsante nessa fase inicial da vida seria respeitada, aproveitando toda a capacidade imaginativa de nossos pequenos!

O pensamento robótico, portanto, está longe de ser um tema distante e complicado. Ao contrário, se planejada pelas instituições de ensino desde a educação infantil, a robótica ajuda na criatividade das crianças, propiciando a construção do conhecimento de uma forma bem mais aberta e plural.

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