O empreendedorismo feminino no Brasil atingiu um recorde histórico. Os números dizem muito, mas as histórias dizem mais. E no mês da mulher, temos uma boa desculpa para olhar além dos posts de homenagem e enxergar o que está acontecendo de verdade no mercado. Spoiler: as mulheres empreendedoras do Brasil estão construindo algo grande (como sempre!). E a Hey Peppers! faz parte dessa história.
Dados de Mercado
Em 2024, o Brasil atingiu um recorde histórico: 10,4 milhões de mulheres empreendedoras. É o maior número já registrado, resultado de um crescimento de 42% entre 2012 e 2024, segundo levantamento do Sebrae com dados do IBGE. E o dado mais revelador não é o tamanho, é a motivação: segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a maior parte dessas mulheres empreende por oportunidade, não por necessidade. Isso mudou a qualidade dos negócios liderados por elas.
10,4M mulheres empreendedoras no Brasil, recorde histórico (Sebrae/IBGE, 2024)
56,8% atuam no setor de serviços, seguido pelo comércio com 25,1% (CNN Brasil, 2025)
No setor educacional, esse movimento é ainda mais expressivo. A pesquisa Mulheres no Franchising 2024 da ABF mostra que, em redes de educação, 70,1% relataram aumento na participação feminina em cargos de liderança nos últimos cinco anos, o maior índice de crescimento entre todos os segmentos do franchising.
Não é coincidência: educação e liderança feminina têm, historicamente, muito em comum.
As mulheres na Hey Peppers!
Em 2013, duas irmãs de Cândido Godói (uma cidade de pouco mais de 6 mil habitantes no noroeste gaúcho) decidiram que o ensino de inglês poderia ser diferente. Bianca e Tamara Dewes não começaram com um plano de expansão. Começaram com uma convicção: aprender uma língua é aprender a se relacionar com o mundo.
A primeira investidora do negócio foi a mãe das fundadoras, Nelci Dewes. Hoje, 31 unidades depois, a rede fatura R$14 milhões por ano e projeta crescimento de 12% para 2026, com uma base de franqueadas que, em sua grande maioria, também são mulheres.

O empreendedorismo é para as mulheres
O que une todos esses dados é uma virada qualitativa. Mulheres não chegaram ao empreendedorismo apenas em maior número, mas com mais estrutura, mais propósito e mais autonomia. A educação e a capacitação profissional aparecem, segundo a CNN Brasil, como os principais motores dessa expansão.
Para quem atua ou pensa em empreender no setor educacional, esse é um contexto animador: o mercado não só reconhece a liderança feminina, como começa a entender que ela entrega resultados diferentes e melhores.
Leitura Recomendada
A conversa sobre mulheres que estão moldando o mercado não precisa terminar por aqui. A Forbes reuniu 8 lideranças femininas para ficar de olho em 2026, de bilionárias self-made a executivas no topo de gigantes globais: Em Ascensão: 8 mulheres para ficar de olho em 2026.
Se você conhece uma mulher que está pensando em empreender na educação, ou que já empreende, marca ela aqui. Às vezes, a história começa com uma conversa no LinkedIn.