“Mas ele vai para a aula e fica brincando?”
Para muitos pais, essa frase vem acompanhada de uma preocupação legítima. Afinal, quando investimos na educação dos nossos filhos, queremos enxergar aprendizado. Queremos perceber evolução, novos conhecimentos, novas habilidades.
E, durante muito tempo, fomos ensinados a reconhecer uma “boa aula” de um jeito muito específico: crianças sentadas, professor explicando, caderno aberto, exercícios sendo feitos e silêncio na sala.
Por isso, quando entramos em um ambiente de aprendizagem e encontramos crianças construindo, jogando, conversando, testando, correndo, programando um robô ou participando de uma dinâmica, pode surgir a dúvida: Será que estão aprendendo mesmo ou estão só brincando?
A resposta está em entender que brincar e aprender não são opostos. Quando existe propósito por trás da experiência, a brincadeira pode ser uma das ferramentas mais poderosas para desenvolver uma criança.
“Na minha época, aprender era diferente”
Provavelmente era mesmo. O mundo para o qual as crianças estão sendo preparadas também era completamente diferente.
Durante décadas, a educação esteve muito associada à capacidade de memorizar informações, seguir instruções e reproduzir conteúdos. Hoje, o acesso à informação está literalmente na palma da mão.
Uma criança pode perguntar algo para uma Inteligência Artificial e receber uma explicação em segundos. Pode assistir a uma aula sobre praticamente qualquer assunto, traduzir um texto instantaneamente ou encontrar um tutorial ensinando a construir alguma coisa.
Isso não significa que conhecimento deixou de ser importante. Significa que apenas saber uma resposta já não é suficiente. As habilidades do futuro passam também por saber fazer perguntas, resolver problemas, trabalhar em equipe, comunicar ideias, testar possibilidades, lidar com erros e transformar conhecimento em ação.
E dificilmente desenvolvemos tudo isso apenas sentados ouvindo alguém falar.
Brincar não significa “deixar a criança fazer qualquer coisa”
Aqui existe uma diferença importante: uma aula divertida não é necessariamente uma aula sem objetivo.
Existe uma enorme distância entre simplesmente ocupar uma criança com uma brincadeira e utilizar jogos, desafios e experiências como parte de uma metodologia de aprendizagem.
Imagine uma atividade em que um grupo precisa construir uma ponte utilizando determinados materiais. Para a criança, aquilo pode parecer uma brincadeira, mas, durante o processo, ela precisa pensar: “Como fazer ae strutura ficar em pé?”, “Por que ela caiu?”, “O que podemos mudar?”, “Quem vai fazer cada parte?”, Existe outra solução?”.
Sem perceber, aquela criança está trabalhando raciocínio lógico, criatividade, resolução de problemas, comunicação, colaboração, persistência e tomada de decisão. O aprendizado não desapareceu porque a experiência foi divertida. Muito pelo contrário: a diversão ajudou a criar o ambiente para que ele acontecesse.
Quando a criança participa, ela deixa de ser espectadora
Pense na diferença entre explicar durante 30 minutos como alguma coisa funciona e entregar um desafio para que a criança descubra como fazê-la funcionar. No primeiro cenário, ela recebe a informação. No segundo, precisa agir sobre ela. É a lógica do “aprender fazendo”.
Na robótica, por exemplo, a criança não precisa apenas entender o que é programação. Ela pode montar um projeto, programar comandos, descobrir que alguma coisa não funcionou e buscar uma solução.
No inglês, não precisa apenas memorizar uma lista de palavras. Pode participar de uma experiência em que precisa utilizar o idioma para se comunicar, resolver uma missão, interpretar uma situação ou apresentar uma ideia.
O conteúdo continua existindo. A diferença é que ele ganha contexto.
“Mas se a aula é divertida, meu filho não vai achar que tudo precisa ser diversão?”
Aprender brincando não significa eliminar esforço, regras, disciplina ou frustração. Na verdade, uma boa experiência pode ensinar justamente o contrário.
Quem já viu uma criança tentando construir algo sabe disso. Ela monta. Não funciona. Tenta novamente. Erra. Muda uma peça. Pede ajuda. Descobre outra solução. E comemora quando finalmente consegue.
Parece brincadeira, mas existe uma habilidade extremamente importante sendo desenvolvida ali: persistência.
Quando o erro deixa de significar simplesmente “você acertou ou errou a questão” e passa a fazer parte do processo, a criança começa a entender que não conseguir na primeira tentativa não significa não ser capaz. Significa que talvez seja necessário tentar de outro jeito.
Essa é uma habilidade que vai muito além da sala de aula.
A criança aprende sem perceber que está aprendendo?
Em alguns momentos, sim. Mas isso não significa que o aprendizado seja superficial.
Quando uma criança utiliza inglês durante uma brincadeira, por exemplo, o idioma passa a estar relacionado a uma situação, uma intenção e uma experiência.
Quando precisa programar um personagem para cumprir uma missão, conceitos de lógica deixam de ser abstratos.
Quando trabalha com colegas para resolver um desafio, colaboração deixa de ser apenas uma palavra bonita escrita em um cartaz.
Ela vive aquela habilidade. E experiências tendem a produzir algo muito importante para a aprendizagem: significado.
Então toda brincadeira ensina?
Não necessariamente. E esse é um ponto importante para pais que estão escolhendo uma escola ou uma atividade extracurricular. Não basta uma aula ser divertida. É preciso existir intencionalidade pedagógica.
Por trás de uma boa experiência de aprendizagem, existe um professor que sabe:
- qual habilidade está sendo desenvolvida;
- qual conhecimento está sendo trabalhado;
- por que determinada atividade foi escolhida;
- como ela se conecta à etapa de aprendizagem da criança;
- e qual será o próximo passo dessa jornada.
Por isso, ao visitar uma escola e encontrar crianças se divertindo, talvez a melhor pergunta não seja: “Por que elas estão brincando?”, mas: “O que elas estão aprendendo enquanto fazem isso?”. A resposta diz muito sobre a metodologia.
O brincar também desenvolve as famosas soft skills
Existe outro aprendizado acontecendo enquanto as crianças jogam, criam projetos e participam de experiências coletivas: aquele que nem sempre aparece em uma prova.
Esperar a vez. Explicar uma ideia. Ouvir o colega. Lidar com perder. Tentar novamente. Defender um ponto de vista. Pedir ajuda. Resolver um conflito. Tomar uma decisão.
Essas são algumas das chamadas soft skills, ou habilidades socioemocionais, cada vez mais importantes para a vida acadêmica, pessoal e profissional. Não existe uma apostila capaz de desenvolver tudo isso sozinha. É preciso viver situações em que essas habilidades sejam necessárias.
Tecnologia também pode ser “mão na massa”
Outro equívoco comum é imaginar que aprender tecnologia significa colocar uma criança durante horas na frente de uma tela. E não precisa ser assim.
Robótica, programação, Inteligência Artificial e experiências maker podem transformar a tecnologia de algo que a criança simplesmente consome em algo que ela utiliza para criar.
Existe uma diferença enorme entre passar uma hora assistindo a vídeos no celular e passar uma hora tentando descobrir como programar um robô para realizar determinado movimento.
Nos dois casos existe tecnologia. Mas a relação da criança com ela é completamente diferente. Em um, ela é consumidora. No outro, é protagonista.
E o inglês? Também dá para aprender brincando?
Especialmente na infância, aprender um novo idioma precisa ir além de traduzir palavras e completar exercícios. A língua existe para comunicar. Por isso, jogos, músicas, histórias, desafios, projetos e situações do cotidiano podem criar oportunidades para que a criança utilize o inglês com um propósito real.
A brincadeira não substitui a metodologia. Ela faz parte dela.
Por trás daquele jogo aparentemente simples podem existir objetivos de vocabulário, compreensão oral, pronúncia, estruturas linguísticas, interação e comunicação. Para a criança, é uma experiência. Para o professor, existe um objetivo pedagógico claro.
Talvez seja hora de mudar a pergunta
Quando buscamos uma escola para nossos filhos, é natural querer saber o que eles vão aprender. Mas talvez também seja importante perguntar como eles vão aprender.
Seu filho vai apenas receber respostas ou será incentivado a fazer perguntas? Vai apenas seguir instruções ou também poderá criar? Vai aprender que errar é ruim ou descobrir que o erro faz parte do processo? Vai utilizar tecnologia apenas como consumidor ou aprender a construir com ela? Vai decorar inglês para uma prova ou utilizar o idioma para viver experiências?
Porque uma criança sorrindo, conversando, construindo e experimentando não é necessariamente uma criança que “só está brincando”. Pode ser justamente o contrário. Talvez ela esteja aprendendo tanto que nem percebeu que aquilo era uma aula.
Na Hey Peppers!, aprender também precisa ser uma experiência
A Hey Peppers! é uma rede de escolas de habilidades que há mais de 13 anos desenvolve crianças, adolescentes e adultos por meio do inglês, robótica, programação, Inteligência Artificial e habilidades para a vida. Com metodologia própria e mais de 3.000 alunos, acreditamos em uma aprendizagem que coloca o student como protagonista da própria jornada, combinando conhecimento, experiências e desenvolvimento de habilidades. Afinal, nosso propósito é To make better people.
Quer conhecer essa experiência na prática? Procure a unidade Hey Peppers! mais próxima e agende uma aula experimental gratuita.